Conheça as vantagens e torne-se nosso associado »Associar-seBenefícios

Carlos Adegas, da CH Business Consulting testemunhou a realidade e multiplicidade de oportunidades no mundo das Organizações Multilaterais. Este mercado, de vários milhares de milhões de dólares para financiar projetos em países subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento, é concorrido e exigente em termos de processos e requisitos. No entanto, e de acordo com o orador, é um mercado que compensa, até pela sua transparência e gestão do risco. Para o sucesso, destacou a necessidade de uma reflexão estratégica prévia, para perceber que tipologias de projetos e mercados estão alinhados com a visão de cada empresa, antes de avançar com os trabalhos de fundo de pesquisar propostas e concorrer aos procedimentos. A par, a necessidade de parcerias, nacionais e internacionais, que ajudem a fortalecer a qualidade técnica das propostas, que no setor dos serviços, são o aspeto de maior valorização.  Realçou ainda que o setor português tem competências e conhecimentos técnicos que marcam pontos lá fora, com a vantagem de que, no plano internacional, Portugal é também bem visto, pelo que incentiva todos os interessados a explorar esta potencial via de internacionalização.
Em linha, Nádia Marques, da CESO Development Consultants, apresentou um exemplo concreto de um projeto financiado pela União Europeia (EU) em implementação pela conhecida consultora portuguesa (em consórcio internacional), e que traz também oportunidades reais para o setor Ambiental: o Low Carbon and Circular Economy Business Action in Canada. O projeto surge integrado num plano maior de promoção de práticas europeias de descarbonização e de economia circular (com projetos em parte similares noutras geografias das Américas como o México, Brasil, Colômbia, Chile e Argentina) e visa apoiar o Canadá (10º maior emissor mundial) a alcançar uma redução de 30% na emissão de Gases com Efeito de Estufa até 2030. O projeto identificará a procura do lado canadiano (challenges) e convidará as PME europeias a apresentar soluções, promovendo o matchmaking (por processos seletivos, com candidatura prévia através do site) com o fim de celebrar, pelo menos, 42 acordos de parceria, em que pelo menos 32 resultem em transações económicas.
Tiago Faria, da EFACEC, partilhou a estratégia de internacionalização e de exportação não só de serviços, mas também de bens, nomeadamente sistemas de tratamento de resíduos, onde se incluem as triagens. Nesta área a EFACEC fez um percurso internacional de sucesso nos últimos dez anos, em face do mercado interno saturado, e em parceria com a indústria nacional desenvolveu soluções para todas as etapas dos processos de triagem ganhando um portfólio de importantes referências com instalação de unidades na Europa e África, a par de Portugal, e que permitem hoje um melhor posicionamento nas oportunidades que surgem. O futuro e continuidade desta estratégia da EFACEC, e que já foi iniciado, passa agora pela forte aposta na sensorização e automatização rumo a self learning plants, uma realidade ainda embrionária mas desejada pelos mercados dos países desenvolvidos. Neste contexto a EFACEC lança o desafio a parceiros nacionais disponíveis para construir as triagens do futuro. Os objetivos são a construção de sistemas com uma forte componente de digitalização que vá para além da comunicação entre e com as máquinas, recolhendo o manancial de informação gerado e criando mecanismos para otimização dos processos e implementação de novas tomadas de decisão.
Por fim, Rita Barros Silva, que moderou o painel, apresentou o contributo que a APEMETA tem vindo a dar no apoio à internacionalização do setor das tecnologias e serviços ambientais, nomeadamente o projeto recentemente iniciado, o AMEX III – Ambiente e Exportação que visa a divulgação internacional do setor, a identificação e divulgação de oportunidades para as empresas, o estabelecimento de pontes úteis em diversas geografias e ainda a promoção de eventos que divulguem e promovam o intercambio de experiencias nacionais e internacionais assim como o aumento da cooperação e coopetição no setor empresarial nacional como chave de sucesso para a internacionalização.
Alguns concursos internacionais: https://www.portugalbusinessontheway.com/global/
LCBA Canada: https://lcbacanada.com/
Mais informações:rita.silva@apemeta.pthttp://www.apemeta.pt/
Publicado a 30 de dezembro 2020