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O Quadro Mundial de Kunming-Montreal para a Biodiversidade foi o acordo que saiu da conferência das partes para a biodiversidade, a COP15, em 2022. Com este acordo pretende-se parar e reverter a perda de biodiversidade global numa altura em que existem cerca de um milhão de espécies em risco de extinção. Após o acordo, um artigo da Forbes declarava que colocar a biodiversidade na lista de tarefas ESG de uma empresa não era “tão fantasioso quanto pode parecer.” Passados dois anos, não só não é fantasioso como é cada vez mais essencial: mais de metade do PIB mundial depende de serviços ecossistémicos.
O objetivo do acordo Kunming-Montreal é conservar, restaurar e utilizar a natureza de forma sustentável, garantindo que os restantes objetivos de desenvolvimento são atingidos. Estabeleceram-se metas para 2050, apoiadas por investimentos anuais de 200 mil milhões de dólares destinados a financiar a recuperação da biodiversidade e estimular formas inovadoras de incentivos, incluindo compensações (offsets) e créditos de biodiversidade.
A União Europeia vem intervindo de forma a liderar os esforços mundiais de combate às alterações climáticas, através do pacto ecológico europeu. Estas políticas irão transformar a forma de fazer negócios na Europa e influenciar os restantes parceiros mundiais, começando pelas grandes empresas exportadoras, já obrigadas a fazer os seus relatórios ESG, e alargando-se às restantes empresas, através da sua cadeia de valor.
Mas por onde é que uma PME portuguesa começa?
Em primeiro lugar, qualquer empresa pode começar por conhecer os seus impactos no ambiente e na sociedade, quer através do cálculo da sua pegada de carbono, quer através dos recursos gastos, da cadeia de fornecimento ou dos resíduos que gera. Simultaneamente também pode avaliar de que forma o ambiente que a rodeia e as alterações sociais e climáticas podem afetar o seu negócio, por exemplo avaliar a sua dependência de fatores de produção que possam ser afetados por eventos climáticos extremos ou guerras. De uma forma muito simples, esta é uma forma de iniciar uma análise de dupla materialidade e começar a desenhar um relatório de sustentabilidade.
E depois?
Depois pode agir, reduzindo o seu impacto através do uso racional de recursos; apoiar iniciativas de conservação; promover a educação ambiental dentro e fora da organização; inovar.
A educação e formação na área da sustentabilidade é aqui essencial, pois é necessário conhecer o que se deve proteger para o fazer de forma eficaz, fugindo a falácias e greenwashing. Neste ponto, a legislação também pode ajudar, através das diretivas europeias, que regem entre outros assuntos as Alegações Ambientais. Com a transposição da diretiva para Portugal pretende-se reforçar a segurança do consumidor seja privado ou empresa e apoiar escolhas informadas.
Outra iniciativa legislativa importante é o estabelecimento do Mercado Voluntário de Carbono português, que permite criar novos incentivos para a preservação da floresta, através dos créditos de carbono. E também da biodiversidade, através dos créditos “carbono+”. Estes últimos incluem a preservação da biodiversidade como um serviço adicional à remoção de gases de efeito de estufa da atmosfera. No nosso país, tal tipo de créditos pode apoiar a preservação e recuperação de zonas muito biodiversas e ameaçadas, como é o caso de zonas húmidas, florestas mediterrânicas (caso do montado), soutos, entre outras.
O crédito de carbono+ serve aqui de pagamento pelo serviço de ecossistema que está a ser prestado e será uma boa notícia o dia em que cada empresa possa promover a sustentabilidade da sua atividade enquanto promove a biodiversidade e protege Portugal de impactos das alterações climáticas.
Na AgroInsider, estamos comprometidos em transformar a sustentabilidade em realidade. Desenvolvemos projetos agroflorestais, onde estamos a recuperar paisagens de montado, um dos ecossistemas mais raros e ameaçados do mundo. Utilizamos tecnologia avançada para monitorizar os ecossistemas e contamos com o apoio das nossas equipas no terreno.
Estamos a contribuir para a preservação e recuperação da paisagem do sul da Península Ibérica, enquanto calculamos a remoção de gases de efeito de estufa e os convertemos em créditos de carbono e biodiversidade. Qualquer empresa poderá fazer parte deste movimento de preservação da biodiversidade e combate às alterações climáticas, podendo investir em créditos de carbono e biodiversidade com o apoio da AgroInsider.
Junte-se a nós na construção de um futuro sustentável. Invista em créditos de carbono e biodiversidade e faça a diferença hoje.
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